Existe somente uma idade para a gente ser feliz somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer
Fase mágica,em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e sorrir e cantar e brincar e dançar e vestir-se com todas as cores e entregar-se a todos os amores experimentando todos os seus sabores sem preconceito nem pudor
Tempo de entusiasmo e de coragem em que todo desafio é mais um convite á luta que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso
Essa idade, tão fugaz na vida da gente,chama-se presente, e tem apenas a duração do instante que passa ...
... doce pássaro do aqui e agora que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!
Há momentos na vida que pensamos dar um passo certeiro e encontramos o abismo...mas talvez seja mesmo necessário encontrar abismo, cair na profundeza e bater fundo, sentir o frio do medo, a dor de não ter.
Assim me sinto hoje, qual fénix a tentar fazer cumprir a minha lenda, bater-me-ei sempre por mim, acima de tudo por mim e pela certeza de que há algo mais lá mais à frente...só para mim.
É como uma bátega de água que nos sacode e nos faz perceber...estás vivo! Acorda! Ficamos tantas vezes a pensar no mesmo, a pensar o porquê de ser assim, o porquê do silêncio, do gesto, e para quê? É tempo perdido.
Hoje por instantes quase cedi à tentação de pensar...não vale a pena, mas vale e vale por mim. Move on!
Enfim, mais um dia perdido. Sou muito céptica em relação a estes movimentos orquestrados pelos sindicatos. Sim, porque quem no dia 24 fez greve não tem com certeza o posto de trabalho em perigo, ou se tem não tem interesse em conservá-lo.
É pena que nos momentos chave, os portugueses não exerçam com a mesma convicção os seus direitos, é pena que não votem e decidam do seu futuro quando devem. Não sinto a mesma dedicação nesses dias, embora seja nesses dias que tudo se decide.
Assim não fiz greve, trabalhei e sinto que é disso que precisamos, trabalhar , inovar dentro da nossa área, criar perspectivas, dar o salto. Sei que muitos não concordarão comigo, mas a liberdade de expressão é outro precioso direito.
Aceito que estamos a ser esmagados pelas políticas meteóricas deste governo, aceito que há desperdícios a mais num país onde as receitas não chegam, contudo a única forma que vejo de dar a volta é crescermos individualmente como profissionais, lutar e não ficar à espera da mão estatal.
Factor essencial, a meu ver, é conhecer de facto a realidade política, ler, estudar, ser activo, não só para greves, mas acima de tudo para criar alternativas, abrir horizontes.
Back, mas sem grande tempo ou ânimo, muito trabalho a fazer.
Nova escola, novas turmas, inverno à porta, e uma ideia de mudar de ares que me passou pela cabeça recentemente.
Quando sentimos que estamos a perder a motivação, há-que fazer algo e sinceramente neste momento, sinto-me a perder aquilo que me é mais característico: a criatividade.
Assim sendo, voltarei apenas quando sentir que o discurso é o mesmo de outrora, animado e cheio de vontade de mudança, para já observo enquanto não tomo a decisão...
Passou um ano e a sensação de perda e vazio mantêm-se, sei que talvez estejas aí, mas não te sinto. Tenho de mudar de rumo só não sei qual tomar.
Nem falei da Madeira... estive 5 dias Madeira em Agosto, adorei as paisagens e gostaria muito de um dia voltar para fazer os trilhos de montanha. Foi uma excelente experiência , de agradecer à minha colega S. pela belíssima ideia que teve.
E se o que vivemos neste preciso momento nao passar de um sonho? A realidade é de facto o que vemos ou estaremos dentro de um sonho sem que disso nos apercebamos? Sonhar sempre foi e será a forma mais fácil de alcançar os nossos desejos...será?
Todas estas questões são levantadas no filme Inception, para ser sincera duvidava um pouco do actor principal, muito artificial a meu ver...mas enganei-me, pelo menos neste filme. Di Caprio está à altura de um argumento poderoso.
Living in a dream e algumas vezes ir para além do sonho e criar um outro dentro desse mesmo...que mente cria estas histórias? No início lembrei-me do Matrix, mas este filme vai muito além, da destruição pura e simples, a ideia é manuipular, partilhar e alterar ideias, "plantá-las".
Eles vivem num sonho, a tal ponto que viver o real deixa de ser aliciante, o poder construir o nosso mundo, de alterar e viver nele é um atractivo de monta, que a realidade pura não consegue superar. A dúvida é...até que ponto o sonho é real?
O sonho necessita de Arquitecto, aquele que constrói os cenários, o que Sonha e a Âncora, ou seja, aquele que faz o clique e os traz à realidade. Cada nível é um mergulho, cada salto é aprofundar o sonho, ir fundo até plantar a ideia..ou roubá-la.
No final o personagem proncipal parece ter alcançado o seu objectivo, voltar à família...mas será que tudo aquilo é real? Não estará ele mais uma vez a sonhar? Basta um clique, um empurrão e estamos de volta...ou não.
Adorei esta caminhada, para aqueles que estão indecisos ou assustados pelo número de kms a percorrer, não esmoreçam, vale a pena!
É como se a vida vos desse uma nova oportunidade para testar os vossos limites, sem esforço nada se consegue, sem dedicação nada floresce. Caminhar permite-nos pensar, reorganizar os nossos objectivos, repensar as nossa prioridades, acima de tudo reecontrarmo-nos connosco próprios.
É o primeiro Verão sem ti... sem a tua presença física ao meu lado, mas eu sei que onde estás me acompanhas, obrigada. Que este seja o primeiro de muitos caminhos trilhados, bem haja aqueles que me acompanharam!